<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947</id><updated>2009-12-04T15:40:18.567-02:00</updated><title type='text'>O Exu Literato</title><subtitle type='html'>Do autor de "Contos para ler cagando" e 
"No Orkut dos Outros é colírio"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-6524477023087267308</id><published>2009-11-23T17:59:00.004-02:00</published><updated>2009-11-28T04:42:51.972-02:00</updated><title type='text'>O PIJAMA DO GOVERNADORCrônicas de praia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwrqXgO7dHI/AAAAAAAAAHI/SpqV_qsFVbY/s1600/pijama.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407391992122143858" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwrqXgO7dHI/AAAAAAAAAHI/SpqV_qsFVbY/s200/pijama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Minha estréia numa beira de praia não é a mesma ocasião registrada na memória como primeiro encontro com o mar. Fotografias imortalizaram impagáveis cenas da família Belmonte, e amigos da imprensa, num veraneio em Capão da Canoa. Aconteceu no distante verão de 1976.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser filho de cronista esportivo, me acostumei a marcar a passagem do tempo por Copa do Mundo e Olimpíada. Naquele ano, quando eu tinha recém completado quarenta e oito meses de vida, o grande evento foram os jogos olímpicos de Montreal. A edição anterior, realizada em Munique no ano do meu nascimento, foi justamente a que acabou manchada pelo atentado terrorista contra os atletas da delegação israelense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro o que acontecia quando foram registradas as imagens, reveladas em retratos hoje amarelados pelo tempo. Recordo de cenas não imortalizadas, mas que os mais velhos também se lembram, e invariavelmente se assustam quando ouvem meus relatos a respeito. A boa memória é virtude que me acompanha desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não preciso de registros fotográficos para lembrar que, naquele verão, nosso guarda-sol ficava junto ao da família de Lauro Quadros. E no mesmo acampamento praiano também bronzeava-se o jornalista Antônio Britto. Sim, ele mesmo: porta-voz da agonia de Tancredo Neves, ex-ministro da previdência e ex-governador do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:130%;" &gt;Lógica de criança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Guardo boas lembranças do Britto amigo da família, com quem anos mais tarde trabalhei como jornalista, no final do seu mandato à frente do Piratini e também em duas campanhas eleitorais (1998-2002). São recordações que diferem muito daquela imagem satanizada construída habilmente pela oposição durante seu governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-governador jogava minigolfe conosco. À noite, vestia pijama azul de bolinhas brancas estampadas. Modelo exatamente igual ao que meus pais compraram para meu irmão Roberto e eu nas Lojas Renner. Casualmente, no mesmo prédio que meses depois seria palco de um trágico incêndio de grandes proporções. Naquele fatídico dia 26 de abril de 1976, foram contabilizados 41 mortos e mais de 60 feridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre curioso, gostava de acompanhar a conversa dos adultos, e certamente não entendia muito do que diziam. Daqueles encontros resultou a inclusão de uma palavra em meu vocabulário infantil, graças ao jornalista Antônio Britto, que a utilizava com freqüência. Os adultos, lógico, adoravam quando me fazia de palhaço e arremedava o futuro governador. “Evidentemente”, era o que eu repetia à exaustão, e todos adoravam a blague.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda mais engraçado teria sido uma resposta que eu dera, quando minha mãe certa vez resolveu reclamar do barulho produzido por uma metralhadora de brinquedo. A réplica, presente do Britto no Natal de 1975, acendia uma luz vermelha e matraqueava de forma irritante e ensurdecedora. Intimado a deixar de lado o brinquedo enlouquecedor, prontamente argumentei. “Se faz barulho e incomoda, porque deixaram o Britto me dar de presente?” Por óbvio, meu argumento foi vencedor e pude seguir disparando rajadas em lúdicos vietcongues.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-6524477023087267308?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/6524477023087267308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=6524477023087267308' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/6524477023087267308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/6524477023087267308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/11/o-pijama-do-governador-cronicas-de.html' title='O PIJAMA DO GOVERNADOR&lt;br&gt;Crônicas de praia'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwrqXgO7dHI/AAAAAAAAAHI/SpqV_qsFVbY/s72-c/pijama.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-5342006728715221929</id><published>2009-11-23T17:55:00.004-02:00</published><updated>2009-11-24T15:14:53.744-02:00</updated><title type='text'>SOPA DE TATUÍRACrônicas de Praia II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwrqggEVaFI/AAAAAAAAAHQ/ZjZ1IFZoRMg/s1600/tatuira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 164px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwrqggEVaFI/AAAAAAAAAHQ/ZjZ1IFZoRMg/s200/tatuira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407392146696530002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Verão de 1978. Florianópolis, Santa Catarina. Canasvieiras, Jurerê e Praia do Forte. Ao contrário do que parece, as memórias mais antigas e lúcidas não foram gravadas no litoral norte gaúcho. Passadas mais de três décadas desde aquela viagem, ainda consigo simular sensações de olfato, audição, textura e paladar, como o sabor da exótica sopa de tatuíra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acampar era moda na época, e vários equipamentos para campistas começavam a surgir no mercado. Desde barracas e acessórios, passando por reboques e trailers de vários modelos e tamanhos, até o cobiçado motorhome Turiscar equipado com o robusto e confiável motor Mercedes-Benz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família Belmonte viajou num Passat TS 1.6, marrom escuro cor de telha. Na estrada, devia ser estranho ver-nos passar, porque puxávamos um reboque verde-limão. E a mãe preparava lanches, garrafas térmicas com água gelada e refrigerante. Os adultos fumavam no carro e meu pai respeitava a sinalização de trânsito. Ainda hoje é assim, avesso às transgressões. Pode estar numa estrada deserta e sem fiscalização eletrônica. Não adianta. Se a placa indica cem quilômetros, andar a cento e quarenta é inconcebível. Logo, nossas viagens no sol a pino, e sem o ar-condicionado hoje tão comum na maioria dos carros, levavam mais tempo do que o necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mentor daquela fase naturalista foi meu falecido avô, Ulisses Câmara Villar, bastante acostumado à vida no mato. Habilidade forjada em incontáveis pescarias no rio Uruguai, nos países vizinhos e no Pantanal. De pesca marítima não entendia muito, mas sabia tudo de rios, e por sua incansável sede de conhecimento acabava se inteirando também a respeito da vegetação e fauna desses lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O urutau vermelho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além das histórias de pescador e do gosto pela natureza, meu avô também nos deixou uma herança política. Liderança do antigo partidão (PCB) na fronteira-oeste, participou de vários episódios da política nacional. Até pouco tempo antes de falecer, aos 90 anos, ainda era procurado por jovens militantes em busca de experiência, historiadores e até jornalistas atrás de informações para livros e reportagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ulisses nasceu em 1914. Em 1932, embarcou num trem cheio de soldados em direção a São Paulo. Não chegou a combater. A composição foi interceptada e quem não fugiu acabou preso. Seu primeiro discurso, em cima de um caixote, aconteceu numa estação férrea, orientado por Batista Luzardo. O experiente centauro dos Pampas, ao perceber o sentido das palavras pronunciadas pelo jovem orador, mandou que descesse imediatamente do púlpito. “Não diz isso, menino. Isso é comunismo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando houve o golpe de 64 meu avô era titular de um cartório de registro de imóveis em Uruguaiana. Foi cassado, exilado no Uruguai e, por saudades da família, retornou para entregar-se aos facínoras. Foi preso e cumpriu temporada na carceragem do exército, onde teria sido bem tratado, segundo ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 65 anos, ainda forte como um Clint Eastwood, meu avô conduziu nossa claudicante iniciação ao mundo da pesca, e do que hoje se conhece como turismo de aventura. Anos consecutivos de veraneio em barraca, sempre no litoral catarinense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram testemunhas dessas empreitadas, que incluíam ajudar na pesca de arrastão na praia dos Ingleses, e ganhar de brinde cações e tainhas, alguns cronistas conhecidos e até personagens que fizeram história no futebol. No camping dos Eucalíptos, em Jurerê, também veraneavam os jornalistas Mário Marcos de Souza, Pedro Macedo e o narrador esportivo Paulo Cagliari, entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela Jurerê anterior à década de 80, ainda não existia a especulação imobiliária que transformou uma praia pacata em point de celebridades, e refúgio de alguns que fazem dinheiro de forma não-convencional. O balneário alagava nos dias de chuva, as pitangueiras tomavam conta de tudo e os argentinos já eram assíduos no pedaço. O acesso à Ilha do Francês era liberado e a fortaleza de São José da Ponta Grossa ainda estava abandonada, praticamente em ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que fiquei muito impressionado quando, pela primeira vez, entrei nas celas lúgubres daquele prédio cuja construção teve início em 1740. A obra de função militar foi erguida a partir de um projeto do Brigadeiro José da Silva Paes, que apenas três anos antes construíra o Forte Jesus-Maria-José, onde teve origem a cidade de Rio Grande. Ainda hoje, quando visito o local, sinto uma atmosfera estranha naqueles cubículos que já foram habitados por prisioneiros, entre o final do século dezoito e meados do século dezenove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tinha um chalé de madeira na estrada de acesso à praia, rente ao asfalto, mas com um campo de futebol praticamente nos fundos de casa, era o ex-goleiro do Internacional, e depois técnico de futebol, Carlos Gainete. Lembro de ver meu pai jogando peladas muito disputadas, tipo rachão mesmo, com a participação do também ex-jogador Saul, cunhado de Gainete que defendeu os clubes Guarani de Bagé e Vasco da Gama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-5342006728715221929?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/5342006728715221929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=5342006728715221929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/5342006728715221929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/5342006728715221929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/11/sopa-de-tatuira-cronicas-de-praia-ii.html' title='SOPA DE TATUÍRA&lt;br&gt;Crônicas de Praia II'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwrqggEVaFI/AAAAAAAAAHQ/ZjZ1IFZoRMg/s72-c/tatuira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-7149941272100532256</id><published>2009-11-23T17:47:00.004-02:00</published><updated>2009-11-26T04:05:47.050-02:00</updated><title type='text'>PUNGA NO CARNAVAL DE LAGUNACrônicas de Praia III</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Swrq7G-Yh4I/AAAAAAAAAHY/7RXvhc3aBQs/s1600/carnaval.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 150px; CURSOR: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5407392603817150338" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Swrq7G-Yh4I/AAAAAAAAAHY/7RXvhc3aBQs/s200/carnaval.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Em meio às histórias de praia, dificilmente deixará de constar ao menos uma farofada. No meu caso, não poderia ser nas viagens em família, sempre bem estruturadas, organizadas e com todo suporte técnico-financeiro. Meu momento Brancaleone aconteceu aos 19 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verão de 1991, carnaval de Laguna. Dirigia meu primeiro carro. Fusca 1300, ano 1982. Na época ainda não tinha ingressado na universidade. Trabalhava como treinee de contato comercial na TV Bandeirantes. Atendia pequenas agências de publicidade. Existem centenas em Porto Alegre e na região metropolitana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus companheiros de aventura foram João Emerson Kara, contato comercial das rádios Ipanema e Band FM, e André Moser, neto do saudoso Ernesto Moser, dono do antigo Chalé da Praça XV e do restaurante Dona Maria, na rua José Montauri. Atualmente, o primeiro é proprietário de uma casa noturna no bairro Ipanema, e o segundo mora em Florianópolis, onde está casado e com filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carro era um verdadeiro bólido às avessas. Seu recorde de velocidade foi cem quilômetros por hora, naquele trecho em declive da Freeway. Lotado em direção a Laguna, levamos mais de seis horas andando a noventa, que dá uma média pouco superior a oitenta. Ainda bem que tínhamos maconha e isso ajudou a driblar o tédio do efeito tartaruga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indicava que o feriadão estendido seria de gala. Tínhamos dinheiro, duas caixas de lança-perfume argentino, equipamentos de surf e saúde para atravessar madrugadas insones. Naquela época podíamos tudo, éramos imortais e nos achávamos sábios como Confúcio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acampamos no pátio de uma casa alugada por outros amigos na Praia Grande, logo depois que se desembarca da balsa, entre a Galheta e o Farol de Santa Marta. Ao todo, entre campistas e instalados na “sede”, éramos quinze pessoas, incluindo duas crianças de colo que insistiam em chorar ao mesmo tempo enquanto dormíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda noite deu-se o revés. Em meio à chuva, milhares de corpos suados misturavam-se nas ruas da histórica cidade de Anita Garibaldi, outrora capital da República Juliana. Depois de beijar seis mulheres, das quais três foram bolinadas e uma cedeu aos meus caprichos no banco traseiro do Fusca, descobri que minha carteira havia desaparecido do bolso detrás da bermuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de todos os documentos, inclusive alguns que não precisavam estar ali, como título de eleitor e certificado de reservista, por ser jovem e experiente, também havia colocado na carteira todo o dinheiro que levamos para o litoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos outros dois dias, só não passei fome e sede porque vendemos parte dos entorpecentes e isso amenizou o problema. Gasolina para retornar a Porto Alegre? Simples. Pedimos “emprestado” aos proprietários dos carros estacionados no pátio das casas vizinhas. E ainda nos deram um galão de reserva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-7149941272100532256?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/7149941272100532256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=7149941272100532256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/7149941272100532256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/7149941272100532256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/11/punga-no-carnaval-de-laguna-cronicas-de.html' title='PUNGA NO CARNAVAL DE LAGUNA&lt;br&gt;Crônicas de Praia III'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Swrq7G-Yh4I/AAAAAAAAAHY/7RXvhc3aBQs/s72-c/carnaval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-3476566860151060621</id><published>2009-11-16T00:35:00.014-02:00</published><updated>2009-11-16T01:41:37.416-02:00</updated><title type='text'>DEFINIDOS FINALISTAS DO AÇORIANOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwDDhwHJleI/AAAAAAAAAGg/Dblcs_FbiQk/s1600/7184761.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 239px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404534537462584802" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwDDhwHJleI/AAAAAAAAAGg/Dblcs_FbiQk/s400/7184761.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;                                                      Carlos Urbim, patrono da Feira do Livro, é um dos jurados&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwDDMoHTCBI/AAAAAAAAAGY/-XZ4Uw19JIw/s1600/7184761.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil, ao longo dos seus 15 anos, vem premiando escritores, editoras, programas e projetos ligados à área literária da cidade de Porto Alegre. Neste ano, a premiação ocorrerá no dia 14 de dezembro de 2009, às 20 horas, no Teatro Renascença e no saguão do Centro Municipal de Cultura. A Noite do Livro vai homenagear os finalistas e os leitores comuns das Maratonas Literárias. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Serão anunciadas as melhores obras nas dez categorias do concurso: conto, crônica, ensaio de literatura e humanidades, especial, infantil, infanto-juvenil, narrativa longa, poesia, capa e projeto gráfico e os seis destaques: editora e/ou livraria; projeto de incentivo, promoção e divulgação da literatura; mídia digital; mídia impressa; rádio e TV. Além disso, será revelado o Livro do Ano, que receberá um prêmio no valor de R$ 10 mil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;O Prêmio Açorianos de Literatura 2009 tem os seguintes jurados: &lt;/em&gt;Ana Claudia Gruszynski, Ana Maria Lisboa de Mello, Antônio Marcos Sanseverino, Carlos Alberto Gianotti, Carlos André Moreira, Carlos Urbim, Charles Monteiro, Cláudia Laitano, Eduardo Veras, Jane Tutikian, Flávio Ilha, José Guimarães Castello Branco, José Hilderbrando Dacanal, Kátia Suman, Laís Lisboa Chaffe, Luiz Oswaldo Leite, Marcello Alves de Campos, Claudia Tajes, Maria do Carmo Alves de Campos, Marô Barbieri, Maria Eunice Moreira, Paulo César Ribeiro Gomes, Paulo Visentini, Paulo Seben, Regina Zilberman, Ricardo Barbarena e Sônia Maria Zanchetta. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em paralelo ao prêmio, e como forma de divugá-lo, será realizado o seminário Debates Contemporâneos, no Instituto Goethe e no Instituto de Letras da UFRGS, dias 24, 25 e 26 de novembro. O seminário propõe uma pausa para o debate sobre literatura contemporânea e incentivo à leitura. A programação é gratuita. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-CAPA-&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;O Muro&lt;/strong&gt;,&lt;/span&gt; de Christina Dias, Capa de Elma, Editora Meia Lua. / &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Raiva nos Raios de Sol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Fernando Mantelli, Capa de Samir Machado de Machado, Não Editora. / &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Theatro São Pedro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – 150 Anos, de Gunter Axt (organizador), Capa de Flávio Wild, Editora Nova Prova.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-PROJETO GRÁFICO- &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;As Guerras dos Gaúchos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – História dos Conflitos do Rio Grande do Sul, de Gunter Axt (coordenador), Projeto Gráfico de Marília Ryff-Moreira Vianna, Editora Nova Prova. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;De Carona, Com Nitro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Luis Dill, Projeto Gráfico de Joãocaré e Juliana Dischke, Artes e Ofícios Editora Ltda. /&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Ficção de Polpa Vol. 3&lt;/strong&gt;,&lt;/span&gt; de Samir Machado de Machado, Projeto Gráfico de Samir Machado de Machado, Não Editora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;-CONTO-&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;A Frase do Doutor Raimundo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Antônio C. de A. Ribeiro/Orlando Fonseca/Tânia Lopes/ Athos M. Cunha (organizador), Editora Movimento. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Grades do Céu&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Susana Vernieri, Editora Libretos. /&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Trocando em Miúdos&lt;/strong&gt;,&lt;/span&gt; de Luiz Paulo Faccioli, Editora Record. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-CRÔNICAS- &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;100 Lições para Viver Melhor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Cláudio Moreno, L&amp;amp;PM Editores. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;234 Posições Pós-Modernas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Ildo Carbonera, EST Edições. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Doidas &amp;amp; Santas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Martha Medeiros, L&amp;amp;PM Editores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-ENSAIOS- &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Fronteiras e Confrontos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Donaldo Schüler, Editora Movimento. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Moinhos de Vento – Histórias de um Bairro de Porto Alegre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Carlos Augusto Bissón, Editora da Cidade. /&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Por Que Ler Dante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Eduardo Sterzi, Editora Globo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-ESPECIAL-&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;As Guerras dos Gaúchos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – História dos Conflitos do Rio Grande do Sul, de Gunter Axt (coordenador), Editora Nova Prova. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Manual de Anti-Ajuda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Dois Santos dos Santos, Editora Nova Roma. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Operação Condor: O Sequestro dos Uruguaios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Luiz Cláudio Cunha, L&amp;amp;PM Editores. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;-INFANTIL-&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Doido para Voar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Hermes Bernardi Jr., Artes e Ofícios Editora Ltda. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Histórias Bem…(Coleção)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Caio Riter e Márcia Leite, Editora Escala Educacional. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Transpoemas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Ricardo Silvestrin, Editora Cosac Naify. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;-INFANTO-JUVENIL-&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;De Carona, Com Nitro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Luis Dill, Artes e Ofícios Editora Ltda. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Meu Pai Não Mora Mais Aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Caio Riter, Editora Biruta. / &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Todos Contra Dante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Luis Dill, Editora Companhia das Letras. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-NARRATIVA LONGA-&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;A Parede no Escuro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Altair Martins, Editora Record. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;O Professor de Botânica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Samir Machado de Machado, Não Editora. / &lt;span style="color:#666666;"&gt;Uma Leve Simetria&lt;/span&gt;, de Rafael Bán Jacobsen, Não Editora. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;-POESIA-&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;In Verso&lt;/strong&gt;,&lt;/span&gt; de Tania Alegria, RIE – Redactors i Editors. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Monolítico (Memória Que Não Morre)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Luiz de Miranda, Design Editora. /&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;Prosa do Mar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de Marlon de Almeida, Editora 7 Letras.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-3476566860151060621?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/3476566860151060621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=3476566860151060621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/3476566860151060621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/3476566860151060621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/11/definidos-finalistas-do-acorianos-de.html' title='DEFINIDOS FINALISTAS DO AÇORIANOS'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SwDDhwHJleI/AAAAAAAAAGg/Dblcs_FbiQk/s72-c/7184761.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-5722983439638598227</id><published>2009-10-26T17:52:00.004-02:00</published><updated>2009-10-26T17:59:23.781-02:00</updated><title type='text'>NARRAR EM HIPERTEXTO PARA A ERA DIGITAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SuX_jyERM4I/AAAAAAAAAGQ/PCRhR3VBPBg/s1600-h/logoP.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 60px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SuX_jyERM4I/AAAAAAAAAGQ/PCRhR3VBPBg/s200/logoP.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397000718673589122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Narrar em hipertexto para a Era Digital" é uma das ativididas inseridas na programação da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, que se inicia sexta-feira, 30 de outubro. Trata-se de uma oficina que mescla técnicas de criação literária com novas ferramentas de comunicação, propondo aos participantes que pensem a criação a partir desse novo paradigma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão trabalhados conceitos mais literários, como personagem, tempo e espaço, ao lado de conceitos da tecnologia como hipertexto, multimídia e interatividade. Ao final se planeja a elaboração de uma narrativa que integre literatura e tecnologia, que será exibida na I Mostra de Blogs e narrativas digitais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Oficina com &lt;a href="http://www.marcelospalding.com/"&gt;Marcelo Spalding &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dias 12, 13 e 14 de novembro, das 16h30min às 18h&lt;br /&gt;Casa do Pensamento - Área Infanto-Juvenil da Feira do Livro de POA&lt;br /&gt;ENTRADA FRANCA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confira a programação completa da semana em&lt;br /&gt;www.literaturadigital.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-5722983439638598227?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/5722983439638598227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=5722983439638598227' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/5722983439638598227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/5722983439638598227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/10/narrar-em-hipertexto-para-era-digital.html' title='NARRAR EM HIPERTEXTO&lt;br&gt; PARA A ERA DIGITAL'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SuX_jyERM4I/AAAAAAAAAGQ/PCRhR3VBPBg/s72-c/logoP.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-3955987483869540823</id><published>2009-10-12T03:33:00.008-03:00</published><updated>2009-10-13T01:23:49.214-03:00</updated><title type='text'>CRÔNICAS DE VALADÃODetetive</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/StLPvHYUnfI/AAAAAAAAAF4/uNboWBg8H6k/s1600-h/1C0877_1.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 185px; FLOAT: left; HEIGHT: 163px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391600112257768946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/StLPvHYUnfI/AAAAAAAAAF4/uNboWBg8H6k/s200/1C0877_1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Valadão perdeu um irmão em desastre de automóvel. Foi na estrada que liga Porto Alegre ao litoral Norte. Ataque cardíaco, logo após o segundo pedágio, antes do acesso aos municípios de Osório e Tramandaí. Chegou a ser atendido pelos socorristas da concessionária responsável por aquele trecho da rodovia, mas não resistiu e morreu na ambulância a caminho do hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era sargento da Brigada Militar, cedido à Assembléia Legislativa a pedido de um deputado. O acidente aconteceu durante uma campanha eleitoral, a caminho de comícios do governador candidato à reeleição. Foi o brigadiano quem incentivou Valadão a se profissionalizar como detetive particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de praça, era segundo sargento, o irmão cultivava boas relações com oficiais e comandantes da corporação. Ganhara fama como motorista de viaturas do Batalhão de Operações Especiais, acostumado a guiar em alta velocidade. Foi essa qualidade, inclusive, que o aproximou do tal deputado, para quem dirigia sempre com o pé colado. Cento e cinqüenta, cento e sessenta por hora, às vezes até mais, em carros turbinados, equipados com anti-radar contrabandeado da Argentina.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O primeiro caso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Valadão cumpriu todas as exigências legais, a começar pelo curso de formação à distância. Foi à Delegacia Regional do Trabalho e registrou-se na categoria profissional de Detetive Particular. Contribui para o INSS, tem empresa registrada na Junta Comercial e paga impostos à prefeitura. E o melhor de tudo, segundo constatou na prática: a profissão é livre de qualquer embaraço fiscalizador por órgão ou conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indicado pelo irmão aceitou o primeiro caso. O cliente era um desembargador aposentado, amigo do deputado estadual. Desconfiava que a mulher, trinta e cinco anos mais jovem, o traía com um amante da mesma idade. Foi à casa do homem, tiveram longa reunião a portas fechadas. Depois de ouvir perguntas e fornecer explicações sobre métodos de trabalho, informou o valor da empreitada. Dez mil reais, metade na hora e o resto ao final do trabalho. Estipulou prazo de trinta dias, ao término do qual apresentaria provas para condenar ou absolver a suposta adúltera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro impulso de Valadão foi dar o golpe. Já estava com a grana no bolso. Em trinta dias, independente do que dissesse, iria faturar mais uma bolada. O velho era otário mesmo, deduziu, no dia em que foi apresentado à suspeita. Não precisava de investigação para compreender a natureza daquela pessoa. Pela linguagem e a maneira de vestir e se comportar, era óbvio que tratava-se de mulher de vida fácil, talvez ex-prostituta de boate de luxo. Chegou a perguntar para o cliente sobre a vida pregressa da esposa, mas ele desconversou e apenas disse que dava aulas em academia de dança. Inclusive, pensava em montar um estúdio para ela, possivelmente contíguo à academia que abrira para o filho, recém chegado da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Vira-latas se reconhecem pelo cu&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Filho? E o homem explicou, constrangido. Júnior era personal trainer. Morava na Espanha, onde dava aulas de Jiu Jitsu e Muai Tai. Vivia clandestinamente, envolveu-se numa briga de bar com travestis, foi preso, cumpriu alguns meses e o deportaram para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malandro por vocação tem uma qualidade que o destaca. Ao contrário das pessoas normais, suscetíveis aos achaques de escroques e aproveitadores, o malandro identifica de cara quem é embusteiro, talvez por tratar-se de dois iguais. É como os cachorros de rua, que se identificam e reconhecem quando cheiram a bunda uns dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valadão abandona a idéia do golpe. Plano B. O caso era barbada. Com a ajuda do irmão brigadiano, grampeou de forma clandestina os telefones da casa do desembargador, além dos celulares da mulher e do filho. Em poucos dias reuniu provas. Fotos e gravações que comprometiam Júnior e a madrasta. Astuto, ao invés de apresentar o dossiê, pediu mais trinta dias de prazo, sem ônus para o cliente, que também prorrogaria o pagamento da quantia pendente. A proposta foi aceita, e com ela surgiram duas novas frentes de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro visitou a academia de Júnior. O playboy tentou botar banca, fez que ia sair no soco, mas em seguida já estava manso, falando miúdo, apavorado com a idéia de perder regalias. O pior pode ser evitado, explicou Valadão, acenando com a possibilidade de manter tudo em segredo. Poderia dizer ao velho que nada descobrira. Era simples, bastava apenas um comando para que a coisa fosse esquecida. Proposta semelhante fez à madrasta, também interessada em colocar panos quentes no escândalo familiar. Ao final das negociações, ambos aceitaram as cláusulas de Valadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Júnior entregou de papel passado uma moto Honda 750, recém adquirida. E a mulher do cliente, ao longo de trinta dias, foi sodomizada em motéis de luxo. Terminado o prazo, por questão de ética profissional, entregou o dossiê prometido e recebeu cinco mil reais. O velho, apesar de decepcionado com a dupla traição, agiu com sabedoria. Magnânimo. Júnior foi enviado aos Estados Unidos para aperfeiçoar suas técnicas de combate no solo, e a mulher finalmente realizou o sonho da academia de dança. Caso encerrado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-3955987483869540823?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/3955987483869540823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=3955987483869540823' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/3955987483869540823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/3955987483869540823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/10/cronicas-de-valadao-detetive.html' title='CRÔNICAS DE VALADÃO&lt;br&gt;Detetive'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/StLPvHYUnfI/AAAAAAAAAF4/uNboWBg8H6k/s72-c/1C0877_1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-2562797118570286549</id><published>2009-10-09T17:47:00.009-03:00</published><updated>2009-10-09T18:08:05.257-03:00</updated><title type='text'>CRÔNICAS DE VALADÃOViagem em família</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Ss-jh2-YzoI/AAAAAAAAAFo/pKCmwmdXyjc/s1600-h/carro-vermelho.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Ss-jh2-YzoI/AAAAAAAAAFo/pKCmwmdXyjc/s400/carro-vermelho.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5390707081073970818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Valadão teve várias ocupações e endereços. Atualmente sobrevive como músico. Tem uma banda de rock, e a qualquer momento deve estourar nas rádios. Enquanto isso faz bicos numa produtora de áudio especializada em jingles, dá aulas de violão e joga em bingos e caça-níqueis clandestinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus filhos estão criados. Quase chegando aos cinquenta, ainda vive no ritmo acelerado de vinte anos atrás. Era o auge, como ele mesmo costuma dizer, nos bate-papos etílicos que redundam em desabafos e delírios saudosistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Porto Alegre, no final da década de oitenta, o bairro Ipanema era muito bem servido no segmento de mercado conhecido como prestação de serviços, ramo do entretenimento adulto. No antigo balneário, ainda hoje um ponto nobre da capital gaúcha, funcionava naquela época duas saunas masculinas e uma boate. Os três estabelecimentos eram muito requisitados. Artistas de passagem pela cidade, jogadores de futebol, jornalistas conhecidos, políticos e empresários eram clientes assíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo Valadão tinha dinheiro, prestígio e amigos importantes. Trabalhava em dois empregos: traficante de cocaína e gigolô. Agenciava quinze garotas de programa, mantidas em sistema de rodízio entre as saunas Gávea e Ilha da Fantasia e a boate Five Star. Nenhum desses lugares existe hoje em dia, mas quem os conheceu deve lembrar, ou desconversa e finge que lá nunca esteve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Prestação de contas&lt;br /&gt;e &lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;prospecção de clientes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O esquema era simples. Primeiro recrutava as putas na avenida Farrapos. Depois ganhava confiança, tirava das ruas, dava banho de loja e, pessoalmente, dedicava algum tempo e ainda mais dinheiro num programa de aperfeiçoamento. Hoje em dia seria uma espécie de&lt;span style="font-style: italic;"&gt; upgrade&lt;/span&gt; do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;staff&lt;/span&gt;. Naquela época, apenas um jeito de qualificar a mão-de-obra para ter mais chances de disputar no mercado cada vez mais competitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze por cento do valor recebido ficava para o dono casa. O mesmo percentual era destinado ao cafetão. No final do expediente elas recebiam no caixa, tomavam banho, trocavam de roupa e a prestação de contas acontecia num dos bares que funcionavam à beira do Guaíba. Hoje eles não existem, a prefeitura mandou derrubá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa sexta-feira à noite, início do feriadão de Nossa Senhora Aparecida, Valadão despacha apressado com as funcionárias, impaciente para concluir a agenda de audiências. Um importante grupo de rock chegaria à cidade na próxima semana e ele fora acionado por um amigo, dono da produtora que os trazia. A lista de exigências dos músicos incluía justamente os dois itens fornecidos pela Valadão Empreendimentos. Ainda naquela noite deveria se encontrar com o empresário da banda, que viera antes e estava hospedado no &lt;a href="http://www.plazahoteis.com.br/site2008/saorafael/saorafael.html"&gt;Plaza São Rafael&lt;/a&gt;. É o mesmo hotel que, anos mais tarde, após fuga cinematográfica do Presídio Central, foi invadido por &lt;a href="http://www.mp.rs.gov.br/imprensa/clipping/id40872.htm?impressao=1&amp;amp;"&gt;Melara e os facínoras.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Morangos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O acerto de contas com as funcionárias transcorreu normalmente. Queria agradar ao empresário, e levou amostras dos produtos que comercializava. Duas foram destacadas para acompanhá-lo na reunião do hotel. Como tinham pressa, e não houve tempo para maiores produções, trocaram de roupa e retocaram a maquiagem dentro do carro, a caminho do centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encontro aconteceu na luxuosa suíte onde se hospedara o produtor cultural. Champanhe, morangos e suruba. Depois vararam a madrugada, regados a uísque doze anos e droga. Valadão foi embora com a metade do dinheiro correspondente ao que seria consumido pela banda de rock nos dias de show no &lt;a href="http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=4&amp;amp;setor=30"&gt;Ginásio Gigantinho.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a reunião, levou as funcionárias em casa e ainda passou num ponto de vendas 24 horas que mantinha no bairro Tristeza, onde arrecadou mais dinheiro. Tudo aconteceu conforme planejado, ainda a tempo de retornar para casa, carregar o carro e honrar o compromisso familiar. Iria com a mulher, o casal de filhos, a sogra e o cachorro para o litoral de Santa Catarina, de onde retornariam terça-feira após o feriadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou ao amanhecer. A mulher, apesar de ciumenta e possessiva, não perguntou de onde viera. Conhecia a natureza de suas atividades, acostumara-se a seus hábitos e horários fora de padrão. Era bom pai, excelente marido, cumpridor de suas obrigações inclusive na cama, não tinha do que se queixar. Dele aceitava quase tudo, menos o contato íntimo com as garotas que agenciava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Rumo ao litoral&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Partiram às sete horas, depois de lauto café da manhã com vários tipos de frios, cucas e pães. A idéia era seguir direto para Laguna. Ficariam hospedados na casa de um amigo no &lt;a href="http://www.faroldesantamarta.tur.br/"&gt;farol de Santa Marta&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem transcorreu sem maiores transtornos, salvo o bate-boca das crianças durante partes do trajeto. Fizeram uma parada em Tramandaí para comprar cigarros, doces, tomar caldo de cana e abastecer o Opala seis cilindros. A mulher, a sogra e as crianças foram ao banheiro. Valadão aproveitou para fumar um baseado atrás do posto de gasolina, antes de retornarem à estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam chegando ao município de Torres, na divisa com Santa Catarina, quando começou a chover. Lá pelas tantas, para desviar de um buraco, Valadão freia o carro bruscamente. Neste momento, por causa do solavanco, percebeu a presença de um objeto indesejável que rolou debaixo do banco do motorista. Era o pé esquerdo de um par de sandálias. Na mesma hora deu-se conta: uma das gurias deve ter deixado cair de madrugada, quando trocara de roupa dentro o carro, a caminho do hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perder a calma, e já temendo que a mulher enxergasse o sapato e fizesse um escândalo, seguiu dirigindo tranquilo como se nada houvesse acontecido. Por sorte, alguns quilômetros à frente, houve um grave acidente envolvendo dois carros e uma carreta. Valadão aproveitou o momento. A atenção de todos voltou-se para a tragédia, e ele rapidamente atirou a sandália pela janela, livrando-se do flagrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliviado, seguiu viagem e até cantarolou as músicas da Xuxa que as crianças ouviam no toca-fitas. Chegaram ao destino, descarregaram o carro e foram se instalar nos quartos que o amigo destinara à família. A sogra, entretanto, permaneceu no automóvel. Questionada sobre o motivo da demora, respondeu num misto de indignação e perplexidade. “Incrível! Não consigo achar o pé esquerdo das sandálias. Tenho certeza que coloquei debaixo do banco do motorista!”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-2562797118570286549?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/2562797118570286549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=2562797118570286549' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/2562797118570286549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/2562797118570286549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/10/cronicas-de-valadao-viagem-em-familia.html' title='CRÔNICAS DE VALADÃO&lt;br&gt;Viagem em família'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Ss-jh2-YzoI/AAAAAAAAAFo/pKCmwmdXyjc/s72-c/carro-vermelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-6863718190921047600</id><published>2009-10-06T23:05:00.005-03:00</published><updated>2009-10-08T14:45:57.057-03:00</updated><title type='text'>PARA GOSTAR DE LER</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Ssv5RCkqw1I/AAAAAAAAAFQ/9bSPFF2D6fk/s1600-h/69041_23513_427.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 144px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389675450222691154" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Ssv5RCkqw1I/AAAAAAAAAFQ/9bSPFF2D6fk/s200/69041_23513_427.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Em dezembro de 1991, passei no vestibular do curso de jornalismo da PUCRS e fui selecionado na Oficina de Criação Literária do Instituto de Letras e Artes da mesma universidade. Faz quase 18 anos. Eu tinha 19 anos e meus pais estavam de férias no Rio. De lá, após receberem a dupla notícia, trouxeram de presente “Os melhores contos de Fernando Sabino”, de quem eu já era leitor e fã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;p align="left"&gt;Tenho o livro a meu lado agora, enquanto escrevo estas linhas. Na verdade, cresci lendo o Sabino. Era recorrente na biblioteca dos meus pais, e depois fiquei com todos os livros para mim. Aliás, se não estou enganado, o primeiro contato com a obra do autor foram as crônicas da coleção "Para gostar de ler", da Editora Ática. Meu irmão, quatro anos mais velho, teve de fazer a leitura da obra como tarefa da escola. E eu aproveitei a oportunidade para fazer minhas primeiras incursões em “leituras de adulto”. Outra leitura que marcou meus primeiros passos foi O menino no Espelho, da mesma forma que O Menino Grapiúna, de Jorge Amado, e Menino de Engenho, de José Lins do Rego. Hoje, tenho quase todos os livros do Sabino. &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;O cara é um dos meus mestres, pela simplicidade da linguagem e a escolha do cotidiano como temática principal. Sabia valorizar a palavra, era econômico e nos seus textos não sobrava absolutamente nada. Além disso, fazia uso inteligente do diálogo direto. Usava na medida certa, sempre que possível entremeado por ações e breves descrições. E não era exibido, nem fazia malabarismo com a palavra. Era preto no branco.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;Passados cinco anos ele ainda faz falta, e sempre fará. Ao menos o vazio e a ausência terminam quando releio a obra de Fernando Sabino. Escritor, jornalista, nasceu homem dia 12 de outubro de 1923, e morreu menino naquele dia 11 de outubro de 2004*. Quando eu partir, é dele um dos primeiros autógrafos que pedirei lá em cima.&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Por coincidência, 11 de outubro é a mesma data em que morreu Renato Russo, em 1996.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-6863718190921047600?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/6863718190921047600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=6863718190921047600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/6863718190921047600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/6863718190921047600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/10/para-gostar-de-ler.html' title='PARA GOSTAR DE LER'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Ssv5RCkqw1I/AAAAAAAAAFQ/9bSPFF2D6fk/s72-c/69041_23513_427.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-3115777217661041068</id><published>2009-10-05T12:12:00.009-03:00</published><updated>2009-10-07T08:57:51.949-03:00</updated><title type='text'>FRANCO ATIRADOR</title><content type='html'>&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 297px" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389137351901820418" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SsoP3mHltgI/AAAAAAAAAEo/ZMo52zEU1vY/s400/SniperRifle2.jpg" /&gt;Sempre defendi que não existe autor mais capaz, em termos de criatividade, do que as circunstâncias e situações oferecidas pela vida. O segredo é saber observar, e ter a capacidade de reproduzir aquele conteúdo de forma literária, se possível com interesse para o leitor. Desconheço autor bem sucedido que não seja, antes de tudo, um paciente observador. Escritor é o &lt;em&gt;sniper&lt;/em&gt; da vida alheia. Fazemos mira em alvos a longa distância, parados ou em movimento. Somos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vassili_Zaitsev"&gt;Vassili Zaitsev&lt;/a&gt; contra os nazistas na batalha de Stalingrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo sem olhar, apenas com o sentido da audição, torna-se fácil decifrar códigos e montar uma história que precisará de pequena ajuda para ir adiante. No meu caso incluo o conflito, espécie de obsessão para mim. Respeito quem o dispensa, talvez porque não consiga dominá-lo, ou porque estamos todos errados e o certo mesmo é o conto paraplégico, curupira, de pernas viradas para trás e personagens que falam a língua dos elfos. Questão de gosto e escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para mim, interessante pode ser o vizinho do andar de cima. Nunca o vi, mas hoje à tarde escutei o que dizia ao telefone. A vida é sempre um exercício de criação. Pela voz, logo na primeira frase, percebo algumas opções de vida da suposta personagem. É jovem, homossexual, e a julgar pelo vocabulário veio de alguma cidade do interior, mas de outro estado. No conteúdo da mensagem consigo captar o conflito. Desempregado, frequenta uma universidade, aguarda a visita de um familiar para os próximos dias e tem apenas mais um mês de seguro desemprego. Com estes argumentos é possível montar um conto. O resto é criatividade e estilo. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-3115777217661041068?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/3115777217661041068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=3115777217661041068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/3115777217661041068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/3115777217661041068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/10/franco-atirador.html' title='FRANCO ATIRADOR'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SsoP3mHltgI/AAAAAAAAAEo/ZMo52zEU1vY/s72-c/SniperRifle2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-6179610313970005268</id><published>2009-10-05T12:09:00.008-03:00</published><updated>2009-10-05T15:21:55.468-03:00</updated><title type='text'>O MONSTRO COME GENTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SsoQPvQAnSI/AAAAAAAAAEw/I-iUCbvhwgU/s1600-h/voluntariadoqq3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px; display: block; height: 295px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389137766669917474" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SsoQPvQAnSI/AAAAAAAAAEw/I-iUCbvhwgU/s400/voluntariadoqq3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A convivência com uma profissional da área de Saúde abriu novas perspectivas para a construção de personagens. Não me atrevo a reproduzir o que desconheço, nem tenho vocação para a narrativa fantástica ou a metalinguagem. As coisas do cotidiano têm mais valor para mim. E o lado açougueiro de homens e mulheres que convivem diariamente com a vida, driblando a morte com ciência, métodos e procedimentos, vai ao encontro de um dos objetivos perseguidos como autor: mostrar a versão inferno do mundo, angústias, vitórias e derrotas do dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas as noites, durante um plantão que se inicia 19h e encerra às 7h do dia seguinte, nascimentos e óbitos tornam-se corriqueiros, exatamente como os formulários preenchidos para que hospitais sejam ressarcidos pelo SUS ou convênios particulares. Nasceu antes da hora, houve complicações. Alguém precisa enfiar a pequena agulha na testa do recém nascido. E rápido, senão os medicamentos necessários àquela frágil vida não serão ministrados a tempo. Se o pior foi inevitável, estaremos frente a mais um número nas estatísticas. Amanhã é outro dia, outras parturientes darão entrada e novas histórias virão à luz para serem contadas por caras como eu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Outro exemplo? Os traumas. Eles demonstram nossa fragilidade. De uma hora para outra, sem aviso prévio, termina o encanto da mágica. Apesar do despiste, um dia finalmente teremos de comparecer àquele encontro protelado. Para quem sobrevive à experiência deve ser como despertar de um sonho ruim, só que neste caso o pesadelo acontece quando estamos acordados. Não há outra saída, a não ser encarar o monstro. Pode ser desatenção no trânsito, tentativa de assalto que termina em tragédia, acidente cardíaco ou vascular cerebral. Vivemos numa corda bamba entre arranha-céus. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-6179610313970005268?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/6179610313970005268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=6179610313970005268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/6179610313970005268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/6179610313970005268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/10/o-monstro-come-gente.html' title='O MONSTRO COME GENTE'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SsoQPvQAnSI/AAAAAAAAAEw/I-iUCbvhwgU/s72-c/voluntariadoqq3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-155779111178579257</id><published>2009-10-05T12:02:00.009-03:00</published><updated>2009-10-05T14:42:56.112-03:00</updated><title type='text'>DE VEZ EM QUANDO UM DOMINGO</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SsoQooFksgI/AAAAAAAAAE4/VipgT36H6VM/s1600-h/4606d89f8110f3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px; display: block; height: 266px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389138194243826178" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SsoQooFksgI/AAAAAAAAAE4/VipgT36H6VM/s400/4606d89f8110f3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Ela dorme enquanto escrevo. Uma longa jornada se inicia daqui a pouco. Não para mim, que prezo o ócio criativo, mas para a enfermeira. Trabalha das nove da manhã às três da tarde. Das sete da noite às sete da manhã do dia seguinte, numa cidade vizinha, está em outro emprego. A exemplo dos jornalistas de rádio, jornal e tevê, a maioria dos profissionais de saúde não tem final de semana. É engate sábado ou domingo. E se ocupar cargo administrativo, possivelmente o celular será acionado dia e noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem escreve durante a madrugada já está acostumado à jornada de trabalho do Drácula. Não é todo dia que aparecemos sorridentes e bem humorados ao clarear do sol. De vez em quando, entretanto, é possível viver algumas horas pelo fuso-horário das pessoas normais. Melhor ainda se for domingo e houver sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A rotina de domingo na Cidade Baixa, espécie de Lapa porto-alegrense, difere do que se presencia no bairro durante a semana e no sábado. Avenidas sem carros, ausência de buzinas e freadas. Bares fechados, ruas vazias. Único movimento é o das pessoas em direção ao Parque Farroupilha. Guardadas as proporções, a Redenção é o nosso Central Park.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;É bom ser provinciano. Melhor ainda é observar as pessoas. Universos distintos e ao mesmo tempo conectados. Percorrer as bancas do Brique, andar no parque, sentar à beira do lago e, talvez com alguma sorte, observar o feroz ataque da tartaruga devoradora de pompas. &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=P8eO2fsX4As"&gt;Aconteceu no Parque Moinhos de Vento. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-155779111178579257?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/155779111178579257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=155779111178579257' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/155779111178579257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/155779111178579257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/10/de-vez-em-quando-um-domingo.html' title='DE VEZ EM QUANDO UM DOMINGO'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SsoQooFksgI/AAAAAAAAAE4/VipgT36H6VM/s72-c/4606d89f8110f3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-5314314482046038961</id><published>2009-07-24T00:59:00.006-03:00</published><updated>2009-07-24T01:12:49.258-03:00</updated><title type='text'>TWITTER</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SmkzNmXkkxI/AAAAAAAAADw/BGJYrR9ILSc/s1600-h/tour_1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361873140092015378" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 60px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SmkzNmXkkxI/AAAAAAAAADw/BGJYrR9ILSc/s200/tour_1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;140 letras para digitarmos abóboras, jornalismo, toques de sabedoria ou notícias que ninguém quer ouvir: mamãe morreu, velório começa às 7h.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://twitter.com/cacobelmonte"&gt;http://twitter.com/cacobelmonte&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-5314314482046038961?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://twitter.com' title='TWITTER'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/5314314482046038961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=5314314482046038961' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/5314314482046038961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/5314314482046038961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/07/twitter.html' title='TWITTER'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SmkzNmXkkxI/AAAAAAAAADw/BGJYrR9ILSc/s72-c/tour_1.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-1834292013705305243</id><published>2009-07-15T12:17:00.006-03:00</published><updated>2009-07-15T12:28:15.344-03:00</updated><title type='text'>REPÓRTER MEMÓRIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl30SKZogJI/AAAAAAAAADQ/kkjbufLdxWE/s1600-h/site+01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358707724507447442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl30SKZogJI/AAAAAAAAADQ/kkjbufLdxWE/s200/site+01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na próxima terça-feira, 21, completo 13,5 mil dias de vida. Nasci no Hospital Moinhos de Vento. Residi nos bairros Menino Deus, Cidade Baixa, Ipanema, Cristal, Centro e hoje estou de volta à Zona Sul. Em Ipanema, morei de 1977 a 1997, e agora de novo faz dois anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um lugar que difere muito do resto da cidade, não apenas pela geografia privilegiada à beira do Guaíba, mas também pelo modo de vida dos moradores. Aqui é um dos portais que dão acesso à Porto Alegre rural, em direção ao extremo sul, até os limites com o município de Viamão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Já não temos aquele ar de cidade do interior, predominante até meados dos anos 80, embora o bairro ainda preserve resquícios e relíquias, até mesmo de décadas anteriores à referida. Algumas casas de madeira, erguidas na década de 40 para veraneio, sobreviveram ao tempo. Nem todas estão conservadas, mas muitas ainda resistem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser de algum lugar, para mim, não é apenas viver o dia-a-dia. É preciso sentir o clima, conhecer as histórias e tomar conhecimento dos patrimônios material e imaterial da região. Já sei que Porto Alegre passou a existir oficialmente em 26 de março de 1772. Nossa localização é 30º de latitude e 51º de longitude. O território tem 476,3 quilômetros quadrados, a uma altitude de 10 metros acima do nível do mar, com espaços de planície cercados por 40 morros que abrangem 65% de nossa área total. São 72 quilômetros de orla fluvial. Temos mais de 1,4 milhão de habitantes. Somos uma das cidades mais arborizadas do mundo, com mais de um milhão de árvores, 409 praças, reserva biológica, nove parques urbanos e a maior concentração de pássaros do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto está inserido Ipanema. Para ajudar a preservar as histórias do bairro, estou empenhado na assessoria de imprensa ao projeto Memorial de Ipanema. É o primeiro memorial de bairro do Rio Grande do Sul, totalmente financiado com recursos privados e apoio institucional da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, por meio da Secretaria Municipal da Cultura. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No post abaixo, reproduzo o release enviado à imprensa.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-1834292013705305243?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/1834292013705305243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=1834292013705305243' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/1834292013705305243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/1834292013705305243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/07/reporter-memoria.html' title='REPÓRTER MEMÓRIA'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl30SKZogJI/AAAAAAAAADQ/kkjbufLdxWE/s72-c/site+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-4646556217146275759</id><published>2009-07-15T12:13:00.005-03:00</published><updated>2009-07-15T12:30:42.669-03:00</updated><title type='text'>MEMORIAL RESGATA HISTÓRIADO BAIRRO IPANEMA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl3y9mYRFnI/AAAAAAAAADA/QJsGJxRwV0M/s1600-h/memorias_2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358706271729030770" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 322px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl3y9mYRFnI/AAAAAAAAADA/QJsGJxRwV0M/s400/memorias_2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Exposição permanente. Mostra itinerante. Projeto educacional e, no futuro, a construção de uma sede própria. Estes são alguns dos objetivos do Memorial de Ipanema, que tem curadoria e pesquisa da gestora cultural Michele Kara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segundo Michele, que há dois anos dedica-se à pesquisa e formatação do projeto, trata-se do primeiro memorial de bairro da Capital. A iniciativa é sustentável, totalmente bancada pela comunidade, com a ajuda de empresários da Zona Sul. O projeto tem apoio da prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (SMC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Campanha&lt;/strong&gt; – A primeira etapa do memorial foi o lançamento de um site (&lt;a href="http://www.memoriasdeipanema.com.br/"&gt;http://www.memoriasdeipanema.com.br/&lt;/a&gt;), no ar desde o início de junho. Além de explicar detalhes do projeto e adiantar algumas das atrações do novo espaço, o site também vai funcionar como instrumento para que os moradores da região participem com doações, e apoiadores tenham visibilidade de suas marcas. “Vamos fazer uma campanha para que as pessoas colaborem com fotos antigas, mapas, documentos, resgate da memória oral e objetos que ajudem a contar a história do bairro”, explica Michele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como funciona&lt;/strong&gt; – A primeira mostra permanente, com data a definir, será montada em espaço localizado na Avenida Tramandaí, 339, bairro Ipanema (ao lado do posto de saúde). Além de fotos antigas, mapas, depoimentos e objetos, serão instalados recursos multimídia para interação dos visitantes com o que está sendo apresentado. Também haverá mostra itinerante e um projeto educacional junto às escolas da região. “Teremos projeções, reproduções em áudio resgatando antigas histórias do bairro”, afirmou a curadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acervo do Memorial de Ipanema já conta com documentos, livros, mapas e fotografias pesquisadas em acervos públicos e pessoais. Os documentos comprovam e relatam detalhadamente o processo de formação do bairro e da região, desde 1832 até os dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&amp;amp;local=1&amp;amp;source=a2550017.xml&amp;amp;template=3898.dwt&amp;amp;edition=12547&amp;amp;section=1071"&gt;Leia matéria sobre o assunto publicada em Zero Hora.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-4646556217146275759?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/4646556217146275759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=4646556217146275759' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/4646556217146275759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/4646556217146275759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/07/memorial-resgata-historia-do-bairro.html' title='MEMORIAL RESGATA HISTÓRIA&lt;br&gt;DO BAIRRO IPANEMA'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl3y9mYRFnI/AAAAAAAAADA/QJsGJxRwV0M/s72-c/memorias_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-1852625883266042093</id><published>2009-07-14T17:28:00.004-03:00</published><updated>2009-07-15T12:29:34.831-03:00</updated><title type='text'>CEM ANOS DO CLÁSSICO GRENAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl3VNtLg_iI/AAAAAAAAAC4/QxorEldwJ4k/s1600-h/site+12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358673563083669026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 318px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl3VNtLg_iI/AAAAAAAAAC4/QxorEldwJ4k/s320/site+12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; No próximo dia 18 de julho o maior clássico do futebol gaúcho completa cem anos. No dia seguinte, domingo, Internacional e Grêmio se enfrentam pelo Campeonato Brasileiro 2009. A partida acontece na casa tricolor.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para celebrar a data, publico foto histórica clicada no Estádio Olímpico, nas quadras que existiam onde hoje fica o gramado suplementar. Não é difícil imaginar que a convivência com esses jornalistas foi má influencia na escolha da profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na foto que ilusta o post, além do meu irmão e eu, estão alguns craques do time da Rádio Guaíba ... lá pelo meio da década de 70. Em pé: Roberto Villar Belmonte, João Carlos Belmonte, Lupi Martins (in memorian), Lasier Martins. Agachados: Caco Belmonte, Flávio Dutra, Clóvis Rezende e Edgar Schmidt.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-1852625883266042093?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/1852625883266042093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=1852625883266042093' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/1852625883266042093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/1852625883266042093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/07/cem-anos-de-grenal.html' title='CEM ANOS DO CLÁSSICO GRENAL'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Sl3VNtLg_iI/AAAAAAAAAC4/QxorEldwJ4k/s72-c/site+12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-2256427710773976615</id><published>2009-07-12T01:54:00.006-03:00</published><updated>2009-07-15T12:29:59.498-03:00</updated><title type='text'>NO ORKUT DOS OUTROS AINDA DÓI</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SlltMG8O2gI/AAAAAAAAACo/p-rD4IO7wFE/s1600-h/capa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357433286523017730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 206px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SlltMG8O2gI/AAAAAAAAACo/p-rD4IO7wFE/s320/capa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em 28 de novembro de 2006, Rafael Rodrigues publicou no site Digestivo Cultural uma matéria sobre a editora Casa Verde, com destaque para o lançamento do livro “No Orkut dos outros é colírio”. O texto encerra com um questionamento feito a mim.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A resposta é simples. O novo livro está a caminho. É uma narrativa longa, do tipo que alguns costumavam rotular como novela. Ou seja, aquele gênero intermediário entre o conto e o romance. No meu caso, “Segunda-feira” concentra e prolonga um conflito único, cuja intensidade vai aumentando até o final, sempre do ponto de vista da personagem protagonista. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Por que a demora? Não é tão fácil como parece. As cento e poucas páginas que serão lidas em algumas horas levam anos do planejamento à realização, considerando o tempo dedicado ao trabalho braçal, que toma a maior parte de produção da obra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A editora Casa Verde&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Rafael Rodrigues&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos convidados da Bienal do Livro da Bahia, que aconteceu no fim de 2005 em Salvador, foi o escritor mineiro Luiz Vilela. Ele participou do Café Literário, aquela conversa informal entre o convidado e uma entrevistadora. Lembro bem de uma das histórias que ele contou. Seu primeiro livro foi enviado a diversas editoras, que recusaram a obra. Com recursos próprios, publicou o livro, aos 24 anos. Com ele, ganhou seu primeiro prêmio literário. Que quero dizer com isso? Até Luiz Vilela precisou investir, nele mesmo, no início da carreira. E olha só quem ele é hoje...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atualmente isso é cada vez mais comum. Escritores bancando as edições dos próprios livros, organizando e publicando coletâneas, abrindo pequenas editoras. Uma dessas novas editoras é a Casa Verde. Idealizada em 2004 pela jornalista e escritora Laís Chaffe&lt;br /&gt;.... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Primeiro livro individual publicado pela Casa Verde, "No Orkut dos outros..." é também a estréia “pra valer” do jornalista e escritor gaúcho. Digo “pra valer” porque Caco, questão de alguns anos, publicou de maneira independente (quer dizer, mais independente ainda) o "Contos para ler cagando", sua “pré-estréia”, digamos assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Joel” abre o livro, e mostra ao leitor que Caco não está para brincadeira. Joel sai de casa para buscar um remédio para a filha adoentada, que ficou em casa com a mãe. Apenas isso poderia resultar em um belo e trágico conto. Mas Caco deixa a tragédia óbvia de lado e vai além: mostra um homem pobre, alcoólatra e desconfiado da esposa (ele pensa que a filha não é sua, pois “Mariângela tinha nascido branca, de olhos claros”, bem diferente dele), que desvia o caminho do posto de saúde por conta da necessidade financeira e da necessidade física do álcool. Ao chegar em casa, mais tarde do que o previsto, com o remédio, Joel se depara com a verdade que sempre tentou afastar de si. Impotente, nada faz, a não ser entregar-se ao vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conto que dá título ao livro aborda um tema que pouca gente tem noção da seriedade: os efeitos nada saudáveis que o Orkut pode causar em uma pessoa. O narrador descobre, através do perfil da ex-namorada, que ela sempre fora uma desconhecida para ele. Ele admite que monitorou o perfil da ex, diz que parou com isso depois de algum tempo, mas a coisa se torna viciante, e ele volta a procurar o Orkut da ex. Lembrei de "O mito de sísifo" (do conto, não do livro), de Camus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tejada” é outro ponto alto do livro. Começa com a chegada de um homem à uma casa de praia. Ele e a ex-esposa costumavam passar as férias lá, com os amigos. Ele tinha esperança de encontrá-la naquela ocasião para tentar a reconciliação. Ao vê-la de longe, ele parte sem se despedir de ninguém, por um motivo que só lendo o conto para saber...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disputando o posto de melhor conto do livro estão, além dos já citados, “Chico” (um “conto de formação”, por assim dizer), “Adalgisa” e “A casca do grão cozido”. Este chega a ser engraçado de tão escatológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim das pouco mais de 70 páginas – poucas, infelizmente – de "No Orkut dos outros é colírio", fica aquela sensação de “já acabou?”, e a torcida para que Caco Belmonte não demore a lançar outro livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.simplicissimo.com.br/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=1457&amp;amp;Itemid=200"&gt;Íntegra da crítica de Rafael Rodriges.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-2256427710773976615?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/2256427710773976615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=2256427710773976615' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/2256427710773976615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/2256427710773976615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/07/no-orkut-dos-outros-ainda-doi.html' title='NO ORKUT DOS OUTROS AINDA DÓI'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SlltMG8O2gI/AAAAAAAAACo/p-rD4IO7wFE/s72-c/capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-7320307244957966490</id><published>2009-06-29T23:37:00.015-03:00</published><updated>2009-06-30T00:26:59.285-03:00</updated><title type='text'>TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃOParte 1 - Jorge inventou o xibiu</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Skl7MQhgeZI/AAAAAAAAACI/7tX7K0_HjoU/s1600-h/jorge+amado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352945082630699410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Skl7MQhgeZI/AAAAAAAAACI/7tX7K0_HjoU/s320/jorge+amado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A internet é um veículo sem precedentes, considerando as possibilidades de alcance da mensagem. O jornal impresso, por exemplo, tem uma tiragem diária e a partir dela é possível mensurar a audiência, usando a fórmula do número chutado que se inventa como padrão para cálculo de leitores por exemplar. As mídias eletrônicas, por causa dos institutos de pesquisa, também são passíveis de auditoria em termos de ouvintes e telespectadores por minuto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Terra de ninguém&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Na web é fácil estimar a audiência de um conteúdo autêntico, gerado e controlado pelo autor. Estranho é descobrir para onde vai esse conteúdo quando alguém divide o todo e atira pedaços ao vento. Não chega a ser a síndrome Martha Medeiros, que reclama de textos roubados e outros literariamente pobres cuja autoria lhe é atribuída. O que um autor de ficção nunca imagina é o tamanho da distância que o conteúdo percorre quando alguém resolve, por conta própria, repassar uma informação retirada da rede. Mais inusitado ainda é tomar conhecimento da utilidade e da variedade de aplicações que o texto ficcional pode ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Censurado para menores&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;– No conto Adalgisa, reproduzido em sites e portais literários, mal publicado em “Contos para ler Cagando” e depois impresso em versão definitiva no livro “No Orkut dos outros é colírio”, a história narrada aborda a descoberta da sexualidade e as primeiras aventuras de um adolescente que gosta de meninas. Ao escrever belas cenas de amor e sexo, de vez em quando uma curra, Jorge Amado imortalizou o xibiu. Para mim, autor estreante, restou o hímem rompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No site chamado Yahoo! Respostas, uma adolescente faz perguntas sobre sexo. Quem responde, supostamente médico ou alguém habilitado na área de Saúde, indica como leitura ilustrativa justamente a primeira versão capenga do conto Adalgisa, e no final ainda dá crédito ao autor. Segundo o Yahoo!, portanto, sou autoridade em cabaço. Não acreditas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070907043001AA5mU5V"&gt;Confere a íntegra da bizarrice. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-7320307244957966490?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/7320307244957966490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=7320307244957966490' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/7320307244957966490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/7320307244957966490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/06/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao.html' title='TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO&lt;br&gt;Parte 1 - Jorge inventou o xibiu'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Skl7MQhgeZI/AAAAAAAAACI/7tX7K0_HjoU/s72-c/jorge+amado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-8468841167970743622</id><published>2009-06-29T00:31:00.010-03:00</published><updated>2009-06-30T00:45:48.059-03:00</updated><title type='text'>E G O T R I PO mundo a seus pés</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Skg3JyNx-JI/AAAAAAAAACA/p9duDcih8Gw/s1600-h/0601.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352588798367758482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Skg3JyNx-JI/AAAAAAAAACA/p9duDcih8Gw/s200/0601.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A primeira impressão é a que fica? Talvez. Pior ainda é quando um parecer de avaliação utiliza diferentes pesos e medidas. Em terra firme, não há como medir distância e velocidade calculando nós e milhas náuticas.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que eu sou, aos quase 37 anos? Considerando a tabela de valores que alguns utilizam, é bem provável que eu seja muito pouco. Como jornalista, para ter valor, decerto hoje eu deveria estar apresentando o Jornal Nacional. Como escritor, para ser levado a sério, talvez eu já devesse ter vencido o Nobel de Literatura. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O período que passei em rádio e jornal, os prêmios que conquistei desde os tempos da faculdade, não devem ter importância nenhuma. Como assessor de imprensa, ter atendido um governador, três deputados, um secretário de estado e uma vereadora na Câmara Municipal, além de nunca ter ficado desempregado desde que me formei, também não importa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Será que nada disso importa, para alguns, porque apesar de tudo eu não tenho um patrimônio para ostentar meu sucesso e mostrar a todos que venci na selva capitalista? Não tenho dúvidas que sim, para essas pessoas, nada disso importa se não houver retorno financeiro imediato. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Hoje em dia ninguém sonha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;em ser Nelson Rodrigues ou Jorge Amado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Meu objetivo é escrever ficção, meu ganha-pão é o mal remunerado trabalho como jornalista. Na carreira de escritor, que é um trabalho para toda vida, considerando minhas tabelas de valores, e elas são as mesmas utilizadas pelas pessoas que sabem a dificuldade de ser um autor de ficção no Brasil, estou muito distante dos rótulos de acomodado e sem ambição. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se eu fosse um merda, meu nome jamais teria saído nos jornais quando lancei meu livro, nem seria convidado para entrevistas em rádio e tevê. E também não estaria preparando um novo livro, que apenas no planejamento da estrutura, forma e conteúdo, levou quase dois anos. Escrever ficção não é fácil, precisa ter o dom da palavra. É um processo sofrido, dolorido e solitário. Existem leitores contumazes, verdadeiros ratos de livraria que, com certeza, já leram muito mais do que eu e têm inúmeras histórias para contar, mas não saberiam como fazê-lo. E assim é com 99,9% das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para alguns, aparentemente, não há mérito em ser lembrado ao longo do tempo, não é importante deixar vivo o pensamento e as idéias através da palavra, “falando” para gerações de leitores e entrando na mente de pessoas que a gente nunca viu. Ser lembrado como artista não é importante. E as pessoas que não têm paciência e esperam resultados imediatos, talvez nunca alcancem o que isso significa. Questão de valores e visões de mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fazer o quê? Nada, além de aceitar e respeitar as opiniões contrárias. Cada um com seus valores. Para mim, fazer uma carreira como escritor é bastante ambicioso. Espero que o talento seja compatível à pretensão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;em&gt;O que está reproduzido abaixo foi retirado do antigo blog. É uma análise de um conto de minha autoria, feita pelo escritor que aqui será chamado Senhor X, que é doutor em literatura e deve entender alguma coisa do assunto. Eu sempre releio o que X escreveu, e isso não me deixa esquecer quem sou e a que vim.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Análise e interpretação &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;de quem estudou o assunto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A partir da internet, de onde surgi, inúmeros contatos foram realizados e alguns acabaram se transformando em projeto. Ganharam vida fora do mundo virtual. Minha ida à FLIP, o lançamento de “Contos para ler cagando”, a breve participação na última Feira do Livro de Porto Alegre, o surgimento da editora Casa Verde, o lançamento de FATAIS, algumas entrevistas e vários contatos com outros autores e muitos acadêmicos, sobretudo estudantes de jornalismo e letras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mais recente destes contatos realizados pela internet foi transcrito abaixo, de forma resumida. O autor do e-mail é o Senhor X *.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;“Conheci teu site e teus textos, através de um e-mail que o Marcelo Spalding me enviou divulgando o projeto Fatais. Na verdade, já tinha lido teus minicontos naquela exposição que a AGEs organizou na Casa de Cultura Mario Quintana,da qual fiz parte também. Bom, o negócio é que gostei muito do teu jeito de escrever. Direto, porrada, retratos cruéis e vivos da uma realidade poucas vezes abordada, acho, na literatura produzida por aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Faraco talvez faça alguma coisa na direção deste mundo que tu resolveu, escolheu, sei lá, ficcionalizar, e que faz com maestria. Teu conto "Joel" é de uma dor contida extrema. A virada no último parágrafo que desatina o leitor, fazendo-o perceber a história sobre um prisma totalmente diferenciado do que o narrador vinha construindo. Bah, Caco, é dor plena, desacorçoa, sacode a gente. Função maior, creio, da Literatura. Da boa Literatura. Aquela com L maiúsculo e que tu tá fazendo bem demais, cara. Contos como Tejada, Beijinho do tio, entre outros, são exemplos do que falo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É isso. Sou escritor também, mas sobretudo leitor e quando me deparo com textos fortes e emocionados, embora aparente uma crueza e uma sordidez sem tamanho, não consigo ficar calado, tenho que fazer ouvir o eco do que me provocaram.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;RESPONDI ASSIM:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Quero te dizer Muito Obrigado, humilde e sincero. Tuas palavras demonstram que o caminho está certo. Vale a pena todo esforço e dedicação, apesar da falta de tempo para escrever e da ausência de retorno financeiro. Não é por isso que escrevemos, tu bem sabes. Importante é saber que o eterno aprendizado é longo, e árduo. Na literatura e na vida também. É o que penso. Grande abraço ! CACO”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;TRÉPLICA:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“De fato, Caco, saber, para quem escreve, que suas palavras ficcionais e seus mundos inventados são capazes de ecoar naquele que nos lê, saber também que nossas palavras são capazes, depois de soltas, de chegar sabe-se lá onde, em quem, é sempre alegria e expectativa. Pelo menos comigo é assim. Por vezes, um e-mail, um torpedo, uma carta, um breve comentário em um lugar qualquer, dando conta do quanto nossa possibilidade de real tocou este ou aquele ser, sempre é bom quando bate à porta de nossa emoção, meio de surpresa. Com teus textos, foi assim, como já te disse. Desta forma, nada tem a agradecer, companheiro, ao contrário. Se há alguém merecedor de agrado é tu, que me possibilitou mergulhar em teus mundos tão cheios de emoção e desacomodamento. Obrigado.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;*Senhor X é bacharel em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, e licenciado em Letras - Língua Portuguesa e Literatura, pela Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras - FAPA/RS; é Mestre e Doutor em Literatura Brasileira, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e professor de Literatura numa universidade.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-8468841167970743622?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/8468841167970743622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=8468841167970743622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/8468841167970743622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/8468841167970743622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/06/e-g-o-t-r-i-p-o-mundo-seus-pes.html' title='E G O T R I P&lt;br&gt;O mundo a seus pés'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/Skg3JyNx-JI/AAAAAAAAACA/p9duDcih8Gw/s72-c/0601.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-7756264423427614405</id><published>2009-06-26T03:04:00.008-03:00</published><updated>2009-06-26T03:28:54.084-03:00</updated><title type='text'>Sete perguntas e respostas sobreoficinas de criação literária</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SkRoFeSzDRI/AAAAAAAAABo/SsxK7xPLFsA/s1600-h/foto+blog+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351516700463533330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 384px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SkRoFeSzDRI/AAAAAAAAABo/SsxK7xPLFsA/s400/foto+blog+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Carolina Petry Matchenbacher estuda jornalismo na PUCRS. Ela fez contato pelo Orkut, depois encaminhou perguntas por e-mail. Trata-se de um trabalho sobre oficinas de criação literária.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Reproduzo abaixo perguntas e respostas. Na foto que ilustra o post estão Gabriel Moojen e Luiz Antonio de Assis Brasil, além de mim. Foi no lançamento do livro Contos de Oficina 10, em 1993.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Nome:&lt;/strong&gt; Caco Belmonte (Ricardo Villar Belmonte).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Profissão:&lt;/strong&gt; Jornalista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade onde mora:&lt;/strong&gt; Porto Alegre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade onde ocorreu a oficina literária:&lt;/strong&gt; Porto Alegre; Parati (RJ).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;01) Como tu descobriste as oficinas literárias?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Em 1991, aos 19 anos, meu irmão (também jornalista: Roberto Villar Belmonte) me apresentou a uma ex-aluna da Oficina de Criação Literária da PUCRS. Neifla Maria Rigon frequentou a sexta edição do curso. Ela explicou que, para ingressar, era necessário enviar três textos que seriam avaliados pelo Assis Brasil e a professora Regina Zilbermann, se não estou enganado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiz os textos, enviei e fui selecionado. Eram nove candidatos por vaga. Na décima edição da oficina, também participaram Amílcar Bettega Barbosa, Gabriel Moojen e Berenice Sica Lamas, além de outros que ainda devem estar escrevendo, mas não tiveram a mesma sorte ou competência dos citados acima. Até aquela edição, ninguém com menos de vinte anos fora selecionado. Eu recém havia ingressado na Famecos. Na verdade, naquele final de ano passei no vestibular e entrei na oficina. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;02) Por que participaste de uma?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Entrei para aprender as técnicas que eu já sabia existirem, conseguia identificá-las durante as leituras, mas não sabia como eram aplicadas durante a construção do texto, nem que poderiam servir para reforçar o conflito e a trama. Enfim, antes da oficina da PUCRS eu era quase um ignorante literário, mas já era um leitor atento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;03) Quando participaste?&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Respondido na número 1. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;04) Como funcionaram as oficinas das quais tu pasticipaste? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O oficina da PUCRS funcionava, não sei agora como está, em dois módulos de seis meses cada. Eram estudados forma e conteúdo: construção das personagens, vozes do discurso, tipos de narrador, uso do tempo e espaço, etc... A oficina ministrada pelo amazonense Milton Hatoun, durante a II Festa Literária Internacional de Parati (Flip), foi sobre o gênero romance e teve a duração de apenas três dias. Um aperitivo, se comparado aos 12 meses de estudo na PUCRS. Era por convite, e participaram vários autores estreantes do todo Brasil. Do Rio Grande do Sul, além de mim, também estavam Cardoso, Carol Bensimon, Milton Rodrigues e Marcelo Benvenutti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;05) Quantas pessoas participaram contigo?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PUCRS (12 pessoas); Flip (mais de 30). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;06) O que tu mais gostaste nas oficinas? &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para mim, o mais importante foi aprender a desmontar o texto, identificando as técnicas utilizadas pelo autor. Sem esse aprendizado é impossível escrever ficção. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;07) Teve alguma coisa que não gostou?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No meu caso não houve nada que eu não gostasse, pois estava no aprendizado do ofício para o qual me propunha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-7756264423427614405?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/7756264423427614405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=7756264423427614405' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/7756264423427614405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/7756264423427614405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/06/sete-perguntas-e-respostas-sobre.html' title='Sete perguntas e respostas sobre&lt;br&gt;oficinas de criação literária'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SkRoFeSzDRI/AAAAAAAAABo/SsxK7xPLFsA/s72-c/foto+blog+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-4659261454367026538</id><published>2009-06-25T01:20:00.009-03:00</published><updated>2009-06-25T02:47:31.360-03:00</updated><title type='text'>O retorno</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SkMOH2TIlrI/AAAAAAAAABg/KxQFgUZdgmI/s1600-h/o+retorno+blog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351136310243923634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SkMOH2TIlrI/AAAAAAAAABg/KxQFgUZdgmI/s400/o+retorno+blog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Faz quase dois anos que nada publico aqui. Após o fim das atividades em "&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.cacobelmonte.theblog.com.br/"&gt;Cacos - O ofício solitário do autor desconhecido&lt;/a&gt;"&lt;/em&gt;, criei &lt;em&gt;"O Exu Literato"&lt;/em&gt; e fiz as primeiras postagens. Houve um início empolgante, com exercícios de criação e até &lt;a href="http://exuliterato.blogspot.com/2006/12/edio-02.html"&gt;jornalismo literário&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o começo do primeiro blog, em outubro de 2003, até a última postagem antes desta, em julho de 2007, muita água deslizou pelo cano. Quase seis anos desde o fim da virgindade na Internet, e praticamente dois anos em silêncio absoluto. Naquele tempo, colunistas e jornalistas importantes não escreviam para o meio digital por intermédio do blog, nem contratavam estagiários para alimentá-los à exaustão. Via de regra, ainda hoje, temos três tipos principais de blog assinado por escritor ou jornalista: informação, criação literária e umbigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero fugir à regra, e também não tenho competência para inventar uma terceira via mais criativa. Por isso volto em silêncio, sem alarde ou spam. Aos que chegaram até aqui, sejam bem-vindos de volta. Àqueles que nunca estiveram, fiquem à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que está publicado abaixo é um trecho da novela &lt;em&gt;Segunda-feira&lt;/em&gt;, ainda em fase de edição e com lançamento previsto para dezembro deste ano ou março do ano que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Caco Belmonte&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-4659261454367026538?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/4659261454367026538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=4659261454367026538' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/4659261454367026538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/4659261454367026538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/06/o-retorno-do-exu.html' title='O retorno'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/SkMOH2TIlrI/AAAAAAAAABg/KxQFgUZdgmI/s72-c/o+retorno+blog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-212342109842001288</id><published>2009-06-25T01:17:00.006-03:00</published><updated>2009-06-25T02:44:35.402-03:00</updated><title type='text'>Trecho inédito da novela "Segunda-feira"</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;04h50&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Ainda está acordado. Mônica dorme. Não houve penetração durante o sexo, apesar das reiteradas investidas de Jorge. Suas tentativas, entretanto, resultaram numa rápida e eficiente sessão de sexo oral. Em princípio ela não queria, mas cedeu, com certo ar de tédio até, apesar dele não ter percebido o automatismo na parte mecânica do ato. Afinal, que custa ceder a um capricho? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não obteve nenhuma informação relevante. Ela adormeceu e ele ficou sabendo apenas que o dinheiro seria entregue à tarde, depois das 15h. Isso significa que não poderá fazer pessoalmente os pagamentos. Mônica ficou incumbida da função. No mesmo horário ele estará acompanhando a deputada numa agenda com a governadora do Estado, que será convidada para abrir o evento patrocinado pela ONU. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Lá fora a chuva continua. Se estivesse num dia normal, o martelar da água na persiana seria um poderoso sonífero. Jorge não consegue descansar a mente e novas hipóteses afloram. Teria ela cedido para que não desconfiasse de alguma coisa? Uma rápida felação era o mesmo que revogar temporariamente a cláusula do sexo vetado em dias de labuta? Estaria ela fazendo em casa o que fazia no trabalho e tudo no mesmo dia, ao contrário de antes, apenas para que ele não desconfiasse que voltou ao antigo ofício?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Deitado, vira-se na cama pela enésima vez. O sono foge. Não consegue encontrar uma posição confortável. Ouvir o ressonar tranquilo de Mônica é perturbador. Parece que ela não se importa com as contas vencidas, ou a ameaça da imobiliária. Os pagamentos atrasados, sempre correndo atrás da máquina, todo mês no vermelho ou pedindo dinheiro emprestado. Faz cinco meses, no mínimo, que não conseguem pagar em dia as faturas. Desde que acabou o dinheiro guardado por Mônica. O valor recebido em trinta dias de trabalho como garçonete, fora gorjetas, é a quantia equivalente a quatro clientes. Trocando em miúdos, o mesmo dinheiro que costumava obter em apenas dois dias. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E ainda tem os filhos. O dinheiro enviado a eles é bem menos do que a ex-mulher reivindica. A vaca trabalha, recebe pensão do falecido pai, poderia manter a casa sozinha e a ele caberiam despesas como educação, saúde, roupas, mesada dos meninos. Ainda bem que não sabem quanto recebe no frila com a deputada, nem que está para ser nomeado num cargo de confiança. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Perdeu o sono. Resolve fumar outro cigarro. Senta-se na cama. Calça o par de chinelos e se levanta devagar. Sai do quarto e fecha a porta. Não quer barulho ou luminosidade atrapalhando o sono leve de Mônica. Em cima da mesa da sala, apanha o maço de cigarros e o isqueiro. Abre a janela, acende um cigarro. A neblina espessa cobre os últimos andares dos prédios mais altos. Chuva recém parou, não há vento e o calor continua. Em pé, debruçado na janela, observa lá de cima a solidão das ruas desertas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-212342109842001288?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/212342109842001288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=212342109842001288' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/212342109842001288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/212342109842001288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2009/06/trecho-inedito-da-novela-segunda-feira.html' title='Trecho inédito da &lt;br&gt;novela &quot;Segunda-feira&quot;'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-7640371838628816697</id><published>2007-07-12T16:23:00.001-03:00</published><updated>2007-07-12T16:26:50.155-03:00</updated><title type='text'>Hoje à noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/RpaAcN-q1kI/AAAAAAAAAAU/MNGMb4gYLaI/s1600-h/flyer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086394051438761538" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/RpaAcN-q1kI/AAAAAAAAAAU/MNGMb4gYLaI/s320/flyer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/RpaAFt-q1jI/AAAAAAAAAAM/zoXmesWEcug/s1600-h/cacoflyer.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-7640371838628816697?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/7640371838628816697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=7640371838628816697' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/7640371838628816697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/7640371838628816697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2007/07/hoje-noite.html' title='Hoje à noite'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_1xKZHaJPhqE/RpaAcN-q1kI/AAAAAAAAAAU/MNGMb4gYLaI/s72-c/flyer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-117103341880021160</id><published>2007-02-09T13:02:00.000-02:00</published><updated>2007-02-27T10:06:15.300-03:00</updated><title type='text'>Ampulheta, de Berenice Sica Lamas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3593/488/1600/300085/convite.gif"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3593/488/400/672286/convite.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Casa Verde promove no dia 05 de março, segunda-feira, um programa cultural duplo: junto com o lançamento de Ampulheta, que reúne haikais de Berenice Sica Lamas, a ilustradora Laura Castilhos abre uma exposição com os trabalhos feitos para o livro, em técnica nanquim e aguada sobre papel canson. As duas autografam Ampulheta a partir das 18 horas, no Botequim das Letras (Félix da Cunha, 1143, próximo ao Moinhos Shopping). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito nos últimos três anos, o livro conta com apresentação dos poetas Ronald Augusto e Telma Scherer. O design gráfico e a capa – feita a partir de ilustração de Laura Castilhos — são de Auracébio Pereira; a revisão, de Luís Augusto Junges Lopes; e a edição, de Laís Chaffe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A AUTORA&lt;br /&gt;Benice Sica Lamas nasceu em Pelotas em 1949 e mora em Porto Alegre desde 1969. Mestre em Psicologia Social e doutora em Letras, é psicóloga, professora universitária, poeta, ensaísta e consultora de empresas, além de ocupar hoje a cadeira número 28 da Academia Literária Feminina do RS. Já publicou três livros de poesia, um de contos, uma novela e três ensaios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A ILUSTRADORA&lt;br /&gt;Laura Castilhos nasceu e reside em Porto Alegre, é artista plástica, leciona desenho no Instituto de Artes da UFRGS e já ganhou três prêmios Açorianos de melhor ilustração: em 1998, por Saco de brinquedos, de Carlos Urbim, e Saco de Mafagafos, de Gláucia de Souza; e em 2000, por A árvore que dava sorvete, de Sérgio Capparelli. Ilustrou ainda Poesia fora da estante, coordenado por Vera Aguiar (melhor livro de poesia pela Fundação Nacional do Livro Infanto-juvenil e pela Associação Paulista de Críticos de Arte em 1995),  Esquisita como eu, de Martha Medeiros (2003), Sabrina e os quarenta fantasmas e outras histórias, de Raquel Grabauska e Gustavo Finkler (2005), entre outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-117103341880021160?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/117103341880021160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=117103341880021160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/117103341880021160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/117103341880021160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2007/02/o-prximo-lanamento-da-casa-verde.html' title='Ampulheta, de Berenice Sica Lamas'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-116673683961186479</id><published>2006-12-21T19:32:00.000-02:00</published><updated>2006-12-21T20:26:00.613-02:00</updated><title type='text'>EDIÇÃO 02</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3593/488/1600/850595/ence06.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3593/488/320/809563/ence06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3593/488/1600/195138/ence06.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os primitivos modernos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conexão entre o moderno e o primitivo me levou a esta edição temática. Durante anos, recusei convites e resisti à tentação de freqüentar festas rave. Não sou fã de música eletrônica, não me incluo em nenhuma das tribos que circulam nesse tipo de evento e também não costumo tomar Ecstasy, embora tenha experimentado a droga durante a incursão antropológica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo na primeira vez, percebi rapidamente que ali havia alguma coisa meio tribal, não apenas por causa do ritmo sincopado e frenético, mas também pelo reconhecimento de signos que identificam e caracterizam os grupos reunidos em torno da “celebração”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Também compreendi que alguns estilos de música eletrônica - como o Trance, por exemplo - permitem que o DJ execute a música até um ponto culminante, seguido de uma parada abruta que dura apenas um ou dois segundos, depois retorna aos poucos e cresce novamente até a apoteose. A manobra provoca um efeito explosivo, potencializado pela ingestão de substâncias químicas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro fator que me levou a entender e participar do fenômeno foi o elevado número de trabalhos acadêmicos desenvolvidos recentemente sobre o tema. Uma tese de dissertação em antropologia defendida em abril de 2004, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, é de autoria de Ivan Paolo de Paris Fontanari e chama-se “Rave à margem do Guaíba: música e identidade jovem na cena eletrônica de Porto Alegre”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portanto, a partir de ferramentas como pesquisa e observação participante, escrevi um arrazoado à guisa de estudo sobre a cultura rave em Porto Alegre. Para isso foi necessário compreender a dimensão ritual-performática do evento e os códigos que orientam as práticas culturais e estéticas dos envolvidos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-116673683961186479?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/116673683961186479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=116673683961186479' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/116673683961186479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/116673683961186479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2006/12/edio-02.html' title='EDIÇÃO 02'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37559947.post-116673677004777982</id><published>2006-12-21T19:31:00.000-02:00</published><updated>2006-12-21T19:32:50.046-02:00</updated><title type='text'>A explicação dos acadêmicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns teóricos, para explicar o fenômeno, evocam a pós-modernidade (sociedade pós-industrial marcada por um momento pós-utópico e sem projeção de futuro) e suas conseqüências, tais como o surgimento das tribos urbanas, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cronologia dos fatos remonta ao movimento clubber da década de 70, mas foi somente na década de 80, na Inglaterra, que esse movimento se firmou com as primeiras festas em Manchester. Depois o fenômeno se espalharia pela Alemanha, principalmente Berlim. Nos Estados Unidos a rave chegou em 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a cena inglesa, ao final dos anos 80, era chamada de “acid house party". A terminologia não existia até então. O termo Rave (delírio) surge para reforçar a relação da música eletrônica com o esctasy e o ácido lisérgico (LSD) ajudando na busca por um estado alterado de consciência. Como ideologia, os adeptos da rave adotaram a defesa dogmática do PLUR (peace, love, unity and respect).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, existe uma denominação que caracteriza Rave de pequeno porte, conhecida como PVT; ou seja, algo como private trance, onde a maioria das pessoas que comparecem são convidados e convidados dos convidados. Esse tipo de evento é realizado em sítios, chácaras e outros lugares ao ar livre, tendo duração menor do que as raves (até 24h). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37559947-116673677004777982?l=exuliterato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://exuliterato.blogspot.com/feeds/116673677004777982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37559947&amp;postID=116673677004777982' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/116673677004777982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37559947/posts/default/116673677004777982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://exuliterato.blogspot.com/2006/12/explicao-dos-acadmicos.html' title='A explicação dos acadêmicos'/><author><name>Caco Belmonte</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11204100224847227865</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='17557038802775957930'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>